Quando estudei sobre como poderia melhorar o meio ambiente na minha rotina, descobri que a mais básica tarefa é não desperdiçar comida. Tudo começa por aí. Esta deve ser a base da acção de todos nós. Só na Europa 34% dos alimentos são desperdiçados, sendo na sua maioria legumes, frutas e marisco. Para combater este mal, decidi partilhar como combater o desperdício alimentar no dia-a-dia.

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Como combater o desperdício alimentar?

       Não podemos ignorar que os maiores desperdícios alimentares estão na produção e nas entregas de comida ao consumidor. No entanto, cada um de nós tem a sua quota parte de culpa enquanto consumidores, visto que também desperdiçamos muita comida. Já sabem o que eu penso: “Sê a mudança que queres ver no mundo“. Por isso partilho as minhas dicas para combater o desperdício alimentar, que só por si, julgo que dariam artigos interessantes individualmente. Para simplificar, juntei todos num só artigo. Assim, para evitar o desperdício alimentar podemos e devemos:

Planear refeições semanalmente.

       Em primeiro lugar, para responder à questão de como combater o desperdício alimentar, tem mesmo que estar o planeamento de refeições. Ao planearmos as nossas refeições semanalmente sabemos que vamos poupar energia e dinheiro. Para além disto, ainda ganhamos tempo ao preparar todas as refeições numa tarde. Por fim, vamos pensar em como não desperdiçar comida, que é o que aqui devo salientar.

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       Neste sentido, ao planearmos antecipadamente o que vamos fazer no forno e ao cozinharmos tudo de uma vez, evitamos aquecer o forno de cada vez que cozinhamos. Por outro lado, evitamos os gastos extra daqueles dias em que a preguicite aguda ataca. Neste sentido, evitamos encomendar take-away ou comprar comida pré-feita embalada em plástico de uso único. Assim, acabamos por comer de forma mais saudável e poupamos ainda mais dinheiro. Para finalizar, podemos fazer um gasto inteligente e pensar em como não desperdiçar os restos do que comermos, usando-os na refeição seguinte. Isto para referir que não tem que existir um plano semanal onde cozinham tudo de uma só vez, apenas deve existir planeamento para evitar o desperdício. Não sabem o que cozinhar com os restos?! Sigam as dicas e receitas que partilho aqui no blogue.

 

Saber quais os melhores alimentos e a quem os comprar.

       Se planearmos as refeições saberemos exactamente o que temos em casa e o que precisamos de comprar. Assim não vamos acumular comida que passa de validade. É muito importante termos em atenção o que temos para não deixarmos estragar o que não consumimos. Por outro lado, devemos também ter o cuidado, se pudermos, de comprar os alimentos ao seu produtor (e que este seja nacional preferencialmente!). Este factor é muito relevante, porque evita desperdícios nos grandes supermercados que compram grandes quantidades de alimentos e geram ainda mais desperdício do que a própria produção dos mesmos pode gerar, à priori. Por sua vez, mesmo quando compramos ao produtor ou até no supermercado, podemos escolher a fruta/ legumes que tenham um aspecto menos bonito, que outras pessoas não levariam, para evitar o seu desperdício. Já existem até cabazes da chamada “fruta feia” por encomenda ou mesmo em alguns supermercados. Claro que o ideal seria produzirmos os próprios alimentos, mas nem todos temos capacidade para isso, por diversos motivos.

Conservar bem os alimentos adquiridos.

       Posso dar o exemplo da partilha de truques para que as ervas aromáticas durem mais tempo frescas. Devemos saber como conservar os alimentos que adquirimos para que durem mais tempo e não acabem por se estragar antes de serem usados. Tudo depende do ingrediente que formos usar, já que cada um tem a sua peculiaridade, mas fiquem atentos que vou partilhar mais dicas deste género. Ah! E claro, se tiverem alguma dica para partilhar, não hesitem em deixar nos comentários ou mesmo enviar um e-mail para geral@terrachamatelma.pt que eu vou ler e analisar para partilhar num artigo aqui no blogue e assim ajudamos toda a comunidade do Terra!

 

Adquirir alimentos que seriam desperdiçados.

       Há muita gente que simplesmente compra os artigos que estão com a data próxima de validade por serem mais baratos. No entanto, isto tem tanto de bom como de mau. Claro que é uma iniciativa excelente dos supermercados vender aquela comida ao invés de a colocar no “lixo” e assim até ajudam famílias carenciadas. Por outro lado, às vezes compra-se pelo preço e não se planeia o uso daquele ingrediente, o que acaba por gerar desperdício. Peço-vos que tenham isto em atenção e procurem planear as vossas refeições. Assim, podem congelar, por exemplo, caso não possam consumir logo. Mas por favor não comprem só pelo preço, sem pensar sobre o assunto, pois acaba por se gastar dinheiro e adquirir alimentos para que simplesmente sejam desperdiçados.

Usar aplicações para evitar o desperdício.

       Outra questão que pode ser importante é o uso de determinadas aplicações que promovem o espírito da sustentabilidade e ajudam a combater o desperdício, tais como a Good After (onde podem comprar alimentos com a data de validade próxima ou mesmo expirada); a phenix ou a too good to go que vendem refeições que já não seriam vendidas a preços mais baixos, entre outras. Recomendo lerem o artigo que escrevi sobre as 9 aplicações por uma vida mais sustentável para mais dicas deste género.

 

Saber as diferenças nas datas de validade.

       Neste contexto importa também salientar as diferenças na datas de validade nos diferentes artigos de consumo. Quando refere “consumir até” convém respeitar a data de validade, já que pode ser prejudicial para a nossa saúde consumir aquele artigo após a data indicada, como é o exemplo dos ovos, da carne ou do peixe. Por oposição, quando é referido “consumir de preferência antes de” significa que pode ter ingredientes que possam passar do prazo definido, mas que, se recorrermos aos nossos sentidos (cheiro, visão, paladar e tacto) conseguimos perceber se estão aptos para consumo ou se nem têm diferenças em relação ao antes do que foi o prazo indicado. Há que verificar se tem bolor ou se cheira mal, naturalmente pode já não estar bom. Mas também pode não ter tido alteração nenhuma e estar próprio para consumo, apesar da data de validade indicada. Exemplo: chocolates.

 

Fazer dumpster diving.

       Por fim, outra sugestão ainda é o recurso ao dumpster diving que é recolher o “lixo” das grandes cadeias de supermercados, que são grandes caixotes de comida boa para consumo. No entanto, há que ter cuidado, visto que alguns desses caixotes têm produtos tóxicos que lá colocam para que a comida não seja consumida. Coisas que não entendo. Mas digam-me se quiserem que fale mais sobre este assunto.

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Salvem a comida!

       Esta é a tradução literal do site savethefood.com onde se partilham dicas de como cozinhar refeições usando os restos de alimentos de outros pratos. Este site é também muito relevante por ajudar a conservar a comida de forma eficaz, para que dure mais tempo. Por outro lado, também nos ajuda a fazer as contas de quanta comida devemos servir numa festa ou meramente quando temos alguns convidados em casa, já que, por vezes, se desperdiça muita comida! Para além disto, também nos diz o que todos devemos fazer: salvar a comida!

       A FAO (Food and Agriculture Organization of United Nations, que se pode traduzir por Organização de Comida e Agricultura das Nações Unidas) informa ainda que existe comida para todos e não é necessário haver fome no mundo. Contudo, a realidade é a de que uns passam fome, enquanto outros desperdiçam comida. Não esperem por mudanças na indústria alimentar, façam o que puderem enquanto consumidores. Travem o ciclo de desperdício alimentar em cada fase. Posto isto: como combater o desperdício alimentar? Implementando estas novas rotinas e formas de pensar. Então, convido-vos a salvar o nosso Planeta, salvando a nossa comida!

Terra Chama Telma + blogue português sobre sustentabilidade e combate ao desperdício

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