Felizmente todos os dias chegam pessoas novas a este blogue e/ou às redes sociais, tanto pessoas que já iniciaram a sua jornada do desperdício zero há algum tempo, como de pessoas que estão curiosas com o tema, como ainda pessoas que estão a iniciar o seu estilo de vida sustentável. Então decidi escrever sobre a minha mudança. Eu tive um gatilho de mudança: um artigo que referia que até 2050 a água potável em Portugal vai escassear, ou seja, vamos ficar sem a água potável que nos chega a casa hoje em dia nas quantidades que desejarmos e vamos passar a ter curtos limites de gastos por pessoa. Então como iniciei um estilo de vida sustentável? É o que vou partilhar hoje.

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Como iniciei um estilo de vida sustentável?

       Nesse dia, em que li o tal artigo, comecei a falar com o meu marido sobre possíveis mudanças cá em casa. Mas o que poderia ajudar a prevenir este acontecimento? O que mais poderia estar em causa? O tema começou a despertar interesse e pesquisei cada vez mais sobre sustentabilidade. Neste sentido, as mudanças foram acontecendo de forma natural, através de pesquisa. Todos os dias tento ser uma versão melhor de mim mesma, e desde o primeiro dia de mudanças, eu procuro ser um pouco mais sustentável. Entretanto o meu marido decidiu também embarcar neste estilo de vida comigo.

       Muitas pessoas acham que os problemas se resolvem se deixarmos de usar plástico, por exemplo. Mas não é assim que funciona! Quando falamos de sustentabilidade, devemos também falar em desperdício zero, ou seja, em evitar qualquer desperdício de recursos no nosso dia-a-dia. Nisto, não sou a favor de que exista uma lista de como se pode iniciar uma jornada para um estilo de vida mais sustentável, muito menos que haja regras que devam ser cumpridas por todos de igual forma. Ao invés disso, acho que a sustentabilidade está relacionada com o que cada um possa fazer pelo bem do mundo, à sua medida. Assim, sugiro que pensem por onde cada um de vocês quer e pode começar.

Façam uma análise à vossa vida para a tornar mais sustentável!

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       Eu sou aquela pessoa que faz listas para tudo e mais alguma coisa. Nesta situação não foi diferente. Fiz uma lista do que poderia mudar e em conversa com o meu marido fomos definindo o que poderíamos fazer e dar prioridade (pois não temos, nem devemos fazer todas as mudanças de uma só vez). Os pensamentos tidos em conta foram:

  • Onde podemos poupar desperdícios de recursos?

           Primeiro devemos ponderar bem se precisamos antes de adquirir algo, quer seja uma encomenda, um botão para subscrever um serviço ou newsletter ou mesmo alguém que nos queira dar alguma coisa e recusar se não for realmente muito útil ou algo que traga valor.

  • O que podemos deixar de fazer/ deixar de consumir?

          Primeiro, há que analisar o que podemos reduzir dentro de casa. Neste sentido, podemos reduzir ou eliminar os pedidos de take-away que geram desperdício nos embalamentos; reduzir talões que vão poluir até a reciclagem (perguntem se podem não emitir talão ou se podem facultar factura com número de contribuinte sem imprimir em papel). Por outro lado, podemos e devemos também eliminar o uso de guardanapos de papel (ao invés disso optar por lavar as mãos ou usar um guardanapo de pano). Há também que eliminar palhinhas ou usar uma reutilizável que levemos connosco para todo o lado. Para além disso, devemos recusar brindes que não vamos usar e que nem sequer têm valor para nós.

  •        Outras ideias que posso sugerir que pensem alterar: deixem de usar papel higiénico (optem antes por uma limpeza íntima no bidé); reduzam o consumo de comida para evitar o desperdício das sobras e quando tiverem restos, aproveitem para fazer outras refeições com eles. Para além disso, podemos ainda reduzir a utilização do carro, o consumo de água (que é imperativo reduzirmos), bem como o consumo de roupa (eliminando o fast fashion).

  • No que precisamos de consumir, como fazer a escolha mais sustentável?

          Em primeiro lugar, devemos sempre usar o que já existe, que é com certeza o mais sustentável. Se precisarmos de algo novo, então devemos ponderar se é a melhor versão e mais completa do que precisamos, além de ser a mais sustentável, para que seja o mais útil e duradouro possível. Por outro lado, devemos também pesquisar antes de consumir o que quer que seja, já que isso dita a forma como queremos que o mundo funcione. Ser sustentável é ser-se consciente do poder de escolha que temos.

  • Como podemos diminuir o “lixo” que fazemos em casa e no exterior?

          Há que olhar para os caixotes do “lixo” e os da reciclagem e analisar onde podemos reduzir ou eliminar do que lá está dentro. Podem iniciar compostagem ou usar aplicações para doar o vosso lixo orgânico para ser compostado através da aplicação sharewaste. Por outro lado, dentro de casa podemos, por exemplo, trocar as fichas eléctricas por fichas que tenham botão para ligar e desligar, que permite poupar energia e a carteira, quando não estão a ser usadas; reduzir ou eliminar os gastos em água e electricidade da forma que consumirmos.

       Devem começar com pouco, aumentando gradualmente para que se mantenham as medidas tomadas. Isso é sustentável. Recordo o meu manifesto verde sustentável que dita muito a minha forma de pensar. Recordo a famosa frase de Bea Johnson: “Recuse o que não precisar; Reduza o que precisar; Reutilize o que consome; Recicle o que não pode recusar, reduzir ou reutilizar; e faz compostagem com o restante“.

       Por fim, planear é essencial, já que poupa tempo, dinheiro e o Planeta. Há que planear refeições e prevenir o dia para saber que recursos reutilizáveis vão precisar levar para evitar desperdício de recursos (como por exemplo uma garrafa de água, snacks caseiros ou um saco). Portanto, como iniciei um estilo de vida mais sustentável? Consumindo e usando o que já tinha. Enfim, procurem fazer o melhor que sabem, procurando saber mais a cada dia, sem nunca esquecer que são as mais pequenas acções que despoletam as maiores mudanças!

Terra Chama Telma + blogue português sobre sustentabilidade e combate ao desperdício

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